Do diagnóstico tardio à missão de ajudar: Carla Prata participa de corrida inclusiva

 Artista usa sua experiência para conscientizar e incentivar o acesso à informação


Para muitas pessoas, o diagnóstico de uma doença não começa com respostas — começa com dúvidas, inseguranças e, muitas vezes, um longo caminho até entender o que realmente está acontecendo no próprio corpo. Essa é uma realidade que Carla Prata conhece de perto.


Após enfrentar um longo processo até a descoberta da Miastenia gravis, doença autoimune rara que compromete a comunicação entre nervos e músculos, levando à fraqueza muscular,  Carla encontrou no acesso à informação e tratamento um novo ponto de virada em sua vida. 


Hoje, com a saúde estabilizada e um caminho mais claro, ela transforma sua experiência pessoal em propósito: ajudar outras pessoas a não passarem pelo mesmo percurso de incertezas.



Foi com esse olhar que a artista participou da corrida Move Raro, realizada em Itu neste domingo, dia 22 de março. O evento reuniu pacientes, familiares e apoiadores em uma mobilização que vai além do esporte — é um espaço de visibilidade, acolhimento e conscientização sobre doenças raras.


“Eu sei o quanto é angustiante não ter respostas. Quando você entende o que tem e encontra tratamento, tudo muda. Por isso, hoje eu vejo a informação como um caminho e também como uma missão”, destaca.


Emocionada, Carla complementa: “A gente aprende que força não é só o que aparece. Muitas vezes, ela está no invisível, no dia a dia, na luta silenciosa. Estar aqui é reconhecer isso e dar espaço para essas histórias”.

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